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Hipogonadismo

O hipogonadismo masculino é uma síndrome caracterizada pela deficiência na produção de hormônios masculinos – em especial a testosterona e na produção de espermatozoides. A testosterona é o combustível para a saúde masculina e é produzida pelos testículos e fundamental para a produção normal de espermatozoides. A queda dos níveis sanguíneos de testosterona afeta negativamente a qualidade de vida, a saúde sexual e reprodutiva do homem. O hipogonadismo masculino pode ter diferentes causas e, por isso, classificado em diferentes tipos:

  • Hipogonadismo hipergonadotrófico (primário): deficiência na produção de testosterona devido a disfunção do testículo. Disfunções essas que podem ser congênitas ou adquiridas.
  • Hipogonadismo hipogonadotrófico (secundário): deficiência na produção de hormônios hipofisários, FSH e LH, responsáveis por estimular o testículo a produzir testosterona. As disfunções hipofisárias também podem ser congênitas ou adquiridas.
  • Hipogonadismo de início tardio ou funcional: quando a queda nos níveis de testosterona está relacionada com a idade associada á alterações metabólicas, especialmente obesidade, pré diabetes e diabetes.
  • Hipogonadismo devido à insensibilidade dos receptores androgênicos: é uma forma rara caracterizada por uma disfunção dos receptores celulares de testosterona, comprometendo as funções normais dos órgãos que dependem da ação da testosterona.

Os sintomas mais comuns do hipogonadismo masculino são:

  • Epífises não fechadas (extremidades dos ossos);
  • Sarcopenia (perda de massa muscular);
  • Voz aguda;
  • Testículos pequenos;
  • Infertilidade;
  • Atividade/desejo sexual reduzido;
  • Ginecomastia (crescimento de mamas nos homens);
  • Pelos faciais e corporais esparsos.

E no hipogonadismo de início tardio?

  • Perda de libido;
  • Sarcopenia (perda de massa muscular);
  • Resistência à insulina;
  • Fogachos (sensação de calor repentino);
  • Distúrbios do sono;
  • Alterações de humor, fadiga e Irritabilidade;
  • Disfunção erétil;
  • Aumento da gordura na região do abdome;
  • Depressão.

O diagnóstico de hipogonadismo masculino é baseado nos sinais e sintomas clínicos associados a exames de laboratório e imagem.

A principal metodologia utilizada para confirmar o diagnóstico é a dosagem dos níveis de testosterona no sangue. Recomenda-se que a análise seja realizada em 3 dias diferentes pela manhã.

De acordo com os sinais e sintomas de cada paciente, outros exames podem ser solicitados pelo médico, a fim de complementar o diagnóstico, como:

  • Análise seminal (espermograma);
  • Dosagem de outros hormônios, como FSH, LH, entre outros;
  • Ressonância ou tomografia da hipófise;
  • Ultrassom de testículos.

O tratamento do hipogonadismo masculino será realizado por um médico especialista, que avaliará individualmente cada paciente, a fim de melhorar sua qualidade de vida e restaurar os níveis de testosterona.

Na maioria dos casos, o tratamento de escolha é a reposição hormonal. Há diversos medicamentos disponíveis no mercado e só o médico é capaz de avaliar qual o melhor para cada tipo de hipogonadismo. É fundamental que o indivíduo siga à risca a dosagem e o período recomendado pelo profissional para que o tratamento ofereça o resultado esperado.

É importante salientar que homens em idade reprodutiva (17 aos 40 anos) ou que desejem ter filhos, não podem repor testosterona de forma indiscriminada, pois correm o sério risco de ativar o mecanismo de retroalimentação negativa do eixo hipotálamo-hipófise-testículos e inibir a produção de testosterona e espermatozoides pelos testículos, podendo levar a atrofia (diminuição importante do volume) destes.

Alguns hábitos de vida podem reduzir as chances de desenvolver o hipogonadismo, tais como a manutenção de uma rotina regular de sono e a prática de exercícios físicos. Caso tenha restado alguma dúvida sobre o assunto, sobretudo quando voltado ao público masculino, entre em contato e agende sua consulta.