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Varicocele

A varicocele caracteriza-se pela dilatação das veias testiculares responsáveis por drenar o sangue na região do escroto. Isso acontece devido ao refluxo sanguíneo desencadeado por conta de falha nas válvulas venosas.

Crédito: Shutterstock
Estima-se que a varicocele acomete entre 15% a 20% da população masculina. Por ser uma condição majoritariamente assintomática, é comum os pacientes receberem o diagnóstico das varizes escrotais — como a doença também é conhecida — somente após investigação das causas de infertilidade. Considerando que os danos causados pela varicocele são progressivos e acumulativos, é fundamental que o paciente mantenha um acompanhamento regular junto a um andrologista de confiança para fazer o diagnóstico com antecedência. Assim, é possível obter um tratamento mais assertivo e eficaz e evitar problemas no potencial fértil no futuro.

A classificação da varicocele dependerá do grau de desenvolvimento da condição, sendo que existem três níveis diferentes. São eles:

  • Subclínica: detectada por exames de imagem;
  • Grau I: quando as varizes escrotais são pequenas e palpáveis somente após a manobra de Valsava, no consultório;
  • Grau II: quando a condição é facilmente palpável sem a manobra;
  • Grau III: quando é possível identificar a presença da varicocele visualmente e com a palpação.

Apesar da condição não apresentar sinais específicos no paciente na maioria dos casos, o indivíduo pode notar alguns sinais e sintomas que podem indicar a presença do problema. Os principais sintomas da varicocele são:

  • Desconforto na região dos testículos;
  • Aumento no volume escrotal;
  • Dor nos testículos, podendo variar entre leve e intensa e só está presente nos graus mais avançados da varicocele;
  • Sensação de peso na região escrotal;
  • Presença de inchaço em um ou ambos os testículos;
  • Assimetria de um testículo em relação ao outro.

A infertilidade por varicocele ocorre devido ao excesso de calor na região dos testículos promovido pela condição. Por conta disso, ocorre um aumento na produção de radicais livres que não conseguem ser devidamente combatidos pelos sistemas antioxidantes, levando ao estresse oxidativo testicular e seminal.

Durante esse processo, as células de Sertoli — responsáveis pela formação dos espermatozoides — e as células de Leydig — responsáveis pela produção de testosterona — são diretamente afetadas, resultando em uma redução considerável na produção e qualidade dos espermatozoides.

É fundamental ressaltar que ser diagnosticado com varicocele não significa que o paciente será automaticamente considerado infértil. Contudo, as chances de o indivíduo possuir dificuldade para engravidar a parceira será relativamente maior quando comparado aos homens que não possuem a condição. Em média, 40% dos homens inférteis foram diagnosticados com varicocele.

O principal exame realizado para diagnosticar a varicocele é o físico, realizado no consultório do andrologista com temperatura não-refrigerada para auxiliar no relaxamento da musculatura escrotal – o paciente deve ficar em pé enquanto é examinado. Para fazer a confirmação diagnóstica, o andrologista pode solicitar alguns exames, os principais:

  • Eco-doppler colorido;
  • Doppler estetoscópio;
  • Venografia da veia espermática;
  • Análise seminal (espermograma);
  • Testes de função espermática.

Com o diagnóstico em mãos, o andrologista estabelece qual protocolo médico é o mais indicado para cada caso. Os principais tratamentos para varicocele são:

  • Correção microcirúrgica da varicocele: este procedimento cirúrgico é minimamente invasivo e possibilita não somente o restabelecimento do potencial fértil do homem como também preserva a saúde testicular. Apresenta menos de 1% de chance de recidiva e pode melhorar o espermograma em aproximadamente 60% dos casos;
  • Acompanhamento anual com andrologista: quando há presença de varicocele porém não há comprometimento na produção e qualidade dos espermatozoides.

A classificação da varicocele dependerá do grau de acometimento da doença. Existem três graus diferentes:

  • Subclínica: detectada por exames de imagem;
  • Grau I: quando as varizes escrotais são pequenas e palpáveis somente após a manobra de Valsava, no consultório;
  • Grau II: quando a condição é facilmente palpável sem a manobra;
  • Grau III: quando é possível identificar a presença da varicocele visualmente e com a palpação.

Ao procurar um médico especialista para tratar a varicocele é de extrema importância optar por um profissional com expertise na área, com reconhecimento de instituições renomadas no setor. O Dr. Jorge Hallak, por exemplo, é pioneiro na saúde do homem no Brasil e membro das principais associações nacionais e internacionais, tais como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), American Society of Andrology, International Society of Andrology, entre outras.

Diante dos efeitos da varicocele na saúde reprodutiva do homem, é essencial que o homem vá ao andrologista anualmente cuidar de sua saúde reprodutiva. Caso tenha restado alguma dúvida, entre em contato e agende uma consulta.