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Como a COVID-19 afeta a saúde masculina?

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o impacto da covid-19 na saúde do homem

Em dezembro de 2019, o mundo ficou diante de uma nova doença, que se tornou pandêmica e que transformou a rotina de todos: a COVID-19. Desde então, o número de infectados pelo novo coronavírus já ultrapassou a marca de 39 milhões, resultando em mais de um milhão de mortos em quase 200 países.

Estudos indicam que o hospedeiro do vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, seriam os morcegos. O genoma do vírus possui mais de 96,2% de similaridade com o BatCoV RaTG13, uma outra espécie de coronavírus que infecta mesmo animal.

Acredita-se que o novo coronavírus tenha evoluído do BatCoV RaTG13, interagido com um hospedeiro intermediário, e então começado a infectar seres humanos.

O coronavírus no corpo humano

Quando falamos em coronavírus, a preocupação de muitas pessoas é o seu impacto no sistema respiratório. Mas o pulmão não é o único órgão afetado pela doença.

Quando um vírus infecta um organismo, logo é reconhecido pelo sistema imunológico do hospedeiro, que produz uma resposta específica para o invasor. No caso dos vírus CoVs, não é isso que acontece. Eles têm proteínas que atrasam a resposta imune do organismo infectado e inibem a produção de anticorpos específicos para combatê-lo. O sistema imunológico responde com uma reação exagerada, a chamada “tempestade de citocinas”, que em casos mais graves, pode levar à falência múltipla de órgãos e à morte.

 

Mas como o coronavírus age em sistemas específicos do corpo humano?

Trato urinário

O sistema urinário possui receptores que tornam estes órgãos alvos importantes para o SARS-CoV-2, especialmente os rins. Estudos indicam que a incidência de lesão renal aguda (LRA) entre pacientes com COVID-19 é baixa, chegando a 0,5%. Mas ao avaliar os casos mais graves, que precisaram do suporte de uma unidade de terapia intensiva (UTI), a ocorrência cresce para até 23%.

Como muitos aspectos da COVID-19, o processo fisiopatológico da LRA devido ao vírus ainda é desconhecido. Mas algumas reações parecem estar associadas à LRA causada pela doença:

  • Possível inflamação intrarrenal;
  • Síndrome cardiorenal;
  • Congestão da veia renal;
  • Hipotensão.

Trato reprodutor masculino

Os testículos podem ser os órgãos mais sensíveis aos efeitos do coronavírus no sistema reprodutor masculino, devido à sua alta concentração da enzima ECA2. Essa enzima é reconhecida como um modulador do sistema reprodutor masculino e pode estar associada à infertilidade.

No entanto, poucos estudos relataram envolvimento testicular na infecção pelo SARS-CoV-2, e os resultados ainda não são precisos. Ainda não há evidência científica de que o coronavírus afeta os testículos diretamente, como ocorre com a caxumba, por exemplo.

Efeitos na produção de sêmen

O sêmen é um indicador da saúde masculina, e possui sistemas reguladores para a sua produção. A infecção pelo SARS-CoV-2 pode afetar esses sistemas reguladores e gerar uma série de respostas prejudiciais. Entre elas, está o possível aumento da produção de angiotensina II, que regula a pressão arterial;; e aumento da produção de espécies reativas do oxigênio (EROs), moléculas que, em alta concentração, podem danificar organelas celulares. Mas até aqui, os estudos realizados apontam evidências inconclusivas da presença do SARS-CoV-2 no sêmen.

 

A COVID-19 ainda deixa muitas perguntas sem respostas em diversas áreas da medicina. No caso do sistema genitourinário, ainda é preciso entender por completo qual o impacto do vírus nesses órgãos, se há ou não presença do vírus no sêmen – o que definiria o risco de transmissão sexual -, e quais os efeitos da doença sobre a fertilidade masculina. Os estudos continuam sendo feitos em um esforço internacional, mas até que tenhamos resposta, o melhor cuidado é a prevenção

Confira o estudo na íntegra clicando aqui.

 

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