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Razões para Acreditar – Os Grandes Avanços da Medicina em 2020

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Não foi somente a pandemia de COVID-19 que avançou em 2020: a medicina também! O ano foi marcado pelos problemas e sofrimentos causados pelo coronavírus, mas em resposta, a medicina também fez grandes avanços nos últimos meses. E acreditamos que todos nós precisamos encerrar um ano tão difícil com um pouco de esperança, não é?! 

Por isso, listamos os grandes avanços da medicina em 2020, e como eles transformaram não só o ano, mas o futuro da área médica.

 

Vacina contra a COVID-19

Um dos avanços que chamou mais atenção esse ano, com certeza, foi o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. A pandemia que assolou o mundo deu início a uma corrida entre farmacêuticas e universidades pela imunização. O resultado? Com apenas 10 meses de desenvolvimento, a vacina das farmacêuticas Pfizer e BioNTech foi aprovada em tempo recorde. Geralmente, são necessários mais de 10 anos para o desenvolvimento de novas vacinas. 

 

A aprovação da vacina marcou o final de um ano difícil, e ainda existem muitas perguntas em torno de sua eficácia, seus efeitos, e o acesso da população a ela. No entanto, esse foi um marco histórico no campo da saúde. 

 

Telemedicina 

A pandemia restringiu nossa circulação, e tarefas do dia a dia, como trabalho e estudo, deixaram de ser físicas e se tornaram virtuais. O mesmo aconteceu com a medicina. 

 

No ano marcado pela quarentena, a telemedicina cresceu e o atendimento médico por telefone ou videoconferência tornou-se tendência no Brasil. Essa mudança pode ser determinante, por exemplo, para garantir que regiões mais precárias também tenham acesso a acompanhamento e tratamento médico de qualidade quando necessário. 

 

Esse novo formato de atendimento permite otimização do custo-benefício, agilidade no tratamento, e redução do tempo de espera para uma consulta. É claro que ainda existem muitas melhorias a serem feitas, e nem toda a população tem acesso a esse tipo de atendimento. Mas os avanços são notáveis, estão se popularizando, e hoje esse serviço é fornecido até mesmo pela rede pública. 

 

A “Internet das Coisas” 

O conceito de “Internet das Coisas” não é exatamente novo, mas sua entrada no mercado da saúde se consolidou em 2020. Esse conjunto de tecnologias permite que objetos físicos, como veículos, prédios e utensílios domésticos, estejam conectados à internet. Dessa forma, esses objetos podem passar a prover serviços, como uma geladeira que te informa quando o seu leite está acabando. 

 

Mas na área da saúde, os esforços da “Internet das Coisas Médicas” estão focados na preservação e qualidade de vida. Um wearable (dispositivo vestível com sensores) pode ser usado para coletar informações como pressão arterial, nível de glicose no sangue ou frequência cardíaca. No Brasil, por exemplo, já existem tecnologias sendo usadas para integrar sistemas de prontuários eletrônicos com equipamentos médicos. Para os profissionais, isso significa acesso em tempo real a dados precisos do seu paciente. 

 

Bioimpressão 3D

Há alguns anos, a ideia de imprimir órgãos em 3D promete trazer avanços inéditos para a medicina. O conceito, que parece trama de ficção científica, está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Em 2019, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, imprimiram o primeiro coração 3D. O modelo de apenas 3cm não está apto à bombear sangue, mas foi recebido com entusiasmo na comunidade médica. 

 

O transplante de órgãos impressos em 3D ainda parece ser uma realidade um pouco distante – uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial aponta que os entrevistados acreditam que até 2025, ocorra o primeiro transplante de fígado impresso em 3D. No entanto, a tecnologia já está sendo usada na área médica. Uma equipe da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos, criou o primeiro modelo de um coração humano bioimpresso em tamanho natural. Seu material, que imita de forma realista a elasticidade do tecido cardíaco, tem treinado médicos em preparações pré-cirúrgicas. 

 

Medicina Personalizada

Pacientes específicos exigem tratamentos específicos. Esse é o conceito por trás da medicina personalizada, que a partir de análises genéticas, pretende prevenir doenças e criar tratamentos individualizados para cada paciente. A análise genética ainda é um processo custoso, ou seja, restrito a uma parcela da população. Mas graças à recente popularidade e acessibilidade da análise genética em laboratórios particulares, a medicina personalizada já é uma possibilidade real. 

 

Através dela, uma série de doenças raras ou relacionadas a predisposição genética, por exemplo, podem ser identificadas antes mesmo de manifestar sintomas. Isso permite que medidas mais eficientes sejam tomadas para prevenir problemas mais graves. 

 

Em 2020, uma pesquisa da revista The Economist apontou o Brasil como um dos cinco países da América Latina mais preparados para avançar na medicina personalizada. A conscientização da população, a infraestrutura nacional e a administração financeira dos recursos de saúde no Brasil foram apontados como fatores mais positivos para o avanço da área no país. 

 

O ano em que vivemos a maior crise de saúde da história do mundo, também é o ano em que celebramos os inúmeros avanços da medicina. Encerramos 2020 com expectativa para ver as novas tecnologias que a área nos trará em 2021! 

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