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Tratamento para Azoospermia

Médica conversa com paciente sobre tratamento de azoospermia depois do resultados do espermograma
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Os pacientes com infertilidade conjugal fazem uma investigação minuciosa para descobrir o que pode ter desencadeado o quadro. Nesse processo, em alguns casos é diagnosticada a ausência de espermatozoides no sêmen (azoospermia), gerando a necessidade de recorrer a um tratamento para azoospermia.

Segundo o urologista Dr. Jorge Hallak, membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), 15% a 20% dos homens com infertilidade são diagnosticados com azoospermia. Apesar de representar uma parcela significativa da população masculina sexualmente ativa, é fundamental obter a avaliação de um especialista em urologia e andrologia para saber as particularidades do caso e, assim, realizar o correto tratamento para azoospermia.

Como o tratamento para azoospermia é realizado?

O tratamento para azoospermia é determinado de acordo com a causa da ausência de espermatozoides no sêmen. Confira a seguir quais são os tratamentos possíveis de acordo com cada tipo de azoospermia.

Azoospermia obstrutiva

Na azoospermia obstrutiva, a ausência de espermatozoides acontece devido à alguma obstrução que impede a passagem de espermatozoides para o ejaculado, incluindo-se a vasectomia. Neste caso, a produção de espermatozoides geralmente é normal.

O principal objetivo do tratamento para azoospermia obstrutiva é desobstruir a passagem de espermatozoides cirurgicamente. Diversas técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas, tais como:

  • Vasovasoanastomose microcirúrgica: conhecida como reversão de vasectomia, apresenta 86% de taxa de desobstrução, segundo o estudo “Obstructive azoospermia: reconstructive techniques and results”.
  • MESA: Outra técnica bastante conhecida é a MESA, acrônimo para o termo em inglês “Microsurgical Epididymal Sperm Aspiration”, que tem por objetivo aspirar o fluido epididimário para coletar espermatozoides para fertilização in vitro ou criopreservação.

Azoospermia não-obstrutiva

Na azoospermia não-obstrutiva, a produção de espermatozoides é deficiente ou ausente. Em ambos os casos, o médico deve considerar o estado de saúde geral e o histórico médico do paciente para oferecer a melhor abordagem terapêutica possível para cada caso.

O tratamento para azoospermia não-obstrutiva é mais complexo, uma vez que envolve investigação completa para entender a causa da ausência de produção de espermatozoides (espermatogênese ausente). O tratamento hormonal individualizado, seguido de captação microcirúrgica de tecido testicular para exploração de espermatozoides, aumenta as chances de paternidade a homens sem espermatozoides na análise seminal convencional.

É importante enfatizar que a microdissecção testicular (Micro-TESE) é o procedimento mais indicado para este tipo de caso, pois, além de aumentar as chances de localização de espermatozoides no tecido testicular extraído, ainda preserva a função do testículo após a cirurgia.

O tratamento para azoospermia é ainda mais eficiente quando realizado com agilidade, por isso, consultar-se periodicamente com o urologista é essencial para acompanhar a saúde reprodutiva masculina e obter a orientação adequada em casas de azoospermia. Caso queira saber mais sobre o assunto, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Jorge Hallak.

Fontes:

Clínica Dr. Jorge Hallak;

US National Library of Medicine;

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).